Fanfic de Jogos Vorazes

XXX

- Katniss Everdeen, como você não me contou que estava namorando meu irmão? Há quanto tempo? Quem mais sabia? Alguém mais sabia? Vocês sabiam que a vovó estaria aqui hoje? Se a vovó não estivesse aqui, quando vocês contariam? Era por isso que você estava agindo daquela maneira? Eu inventei essa ajuda com Fisica para você vir aqui em casa e assim eu arrancar a verdade sobre o seu comportamento estranho. Como se você pudesse ensinar física a alguém - falou rindo '- Você nem sabe a diferença entre cosseno e tangente - voltou a ficar séria - Como foi o primeiro encontro. Conte-me tudo. Não - Sacudiu as mãos,

rindo - Não me conte nada! Você está namorando meu irmão. Eu nunca vou querer saber de nada em detalhes. Mas Por que...

- Madge, pare! - Aumentei meu tom de voz um pouco a fim de fazê-la escutar.

Estava ficando tonta com as perguntas. Mal Peeta e eu cruzamos o batente da porta, Madge me arrastara para um dos cantos da sala e me bombardeou de perguntas. E eu nem mesmo podia contar com a ajuda do meu " namorado" porque ele mesmo estava sendo alvo de um interrogatório dirigido por Gale, Cato e Clove.

- Eu me perdi depois das dez primeiras perguntas. - resmunguei - Não é necessário que você as repita - Falei rapidamente ao ver sua boca abrir novamente. - Nós não contamos antes porque Peeta queria contar primeiro para sua avó. Eu não sei se ele sabia que a sua avó chegaria hoje. - respirei fundo - Sim, era por isso que eu estava agindo daquele jeito. Não poderíamos deixar ninguém desconfiar senão estragaria a surpresa. E eu não vou dar nenhum detalhe sobre o nosso namoro. E eu sei a diferença entre Cosseno e tangente. - Ela riu.

Eu meio que fiquei esperando meu nariz crescer. É claro que eu não acreditava em pinóquio, mas dizer tanta mentira de um só vez deveria ter algum tipo de punição.

- Ah! Então isso explica tudo. - Sorria maravilhada.

Se Madge realmente estivesse prestando atenção nos detalhes, perceberia que nada havia sido explicado. Contudo, acredito que ela queria tanto que Peeta e eu fossemos um casal que decidiu ignorar o bom-senso.

- Mas eu...

- O que acha de dar um tempo para sua cunhada respirar, prima? - Uma deliciosa voz dançou até nós.

- Peter. - Sorriu ao vê-lo caminhar até nós.

Eu havia esquecido completamente que ele estava na casa. O que parecia bem ilógico. Como se conseguisse alguém ignorar a existência de uma pessoa tão deslumbrante?

- Tudo bem. Acho que não conseguiria nada mesmo. - deu de ombros - Hey, Gale, me conta as novidades!

Ela gritou isso para o namorado e foi saltitando na direção dele, me deixando sozinha com seu primo!

- É... então... você é do distrito quatro? - Puxei um assunto qualquer, tentando evitar aquele silêncio constrangedor.

- Sim

- Você tem dezesseis?

- Dezessete.

- Então não deveria estar na escola? - forcei uma tosse, tentando disfarçar a indelicadeza - Quero dizer, você está de férias?

- Não.

- Eu agradeceria se você parasse de ser tão seco.

Resmunguei, irritada. Eu normalmente não chamaria a atenção de alguém que não está sendo abertamente grosseiro comigo, mas hoje eu já estava sofrendo pressão demais para ainda ter que aguentar um engraçadinho.

Ele pareceu surpreso com meu comentário.

- Eu.. eu sinto muito. - enfiou as mãos nos bolsos da calça - Eu estava... distraído. Não percebi que estava sendo rude. - Seus olhos brilhavam intensamente sobre os meus.

Procurei por algum traço de zombaria ou brincadeira, mas ele parecia estar sendo bem sincero.

- Eu pude vir com a minha avó porque as aulas foram suspensas devido a um pequeno incêndio no prédio principal da escola. - falou naturalmente.

- Alguém ficou ferido? - perguntei preocupada.

- Não. Foi à noite. - Curto-circuito. Mas acabou com a metade do prédio principal. Então eles tiveram que cancelar as aulas para fazer reformas de emergência e imediatas. - deu ombros - Deslocaram nossas férias.

- Entendi - Murmurei.

Alguns segundos se passaram. Eu olhava para os lados, constrangida.

- Então, faz tempo que você namora meu primo? - Se virou pra mim

- Na verdade, não. Faz pouquíssimo tempo. - Respondi com meio sorriso, meu coração doía.

- E se conhecem há muito tempo?

- Praticamente a vida toda.

- E por que eu nunca lhe encontrei quando vinha para cá? - Não sei. você vem frequentemente? - perguntei curiosa.

- Uma vez por ano em média. Eu vinha para a Capital com mais frequência quando era criança. Meus primos e eu nos divertimos demais. - Sorriu - Nós sempre tivemos muita coisa em comum - Nem podia imaginar

a beleza exagerada era uma delas. - Meu gosto é muito parecido com o de Peeta. - Arqueou a sobrancelha.

Eu não sabia exatamente o quê, mas havia algumas intenções em suas palavras.

- Ele sempre teve bom gosto. - seu tom foi mais baixo do que o normal.

- Katniss, Peter, vamos comer? - Senhora Mellark apareceu no batente da porta que levava a sala de jantar.

- Sim, tia, nós estamos indo. - Ele sorriu lindamente.

Ela sorriu e desapareceu dentro da sala de jantar novamente. Peter se moveu tão rápido que alcançou o batente antes que eu desse um passo. Então ele se virou pra mim, lançou um sorriso mais malicioso do que eu já havia sido alvo e entrou na sala de jantar.

XXX

Sábado normalmente é um dia para relaxar, mas eu nunca conseguiria isso neste sábado em particular. Madge resolveu que estava muito entediada. Então, mais ou menos às três da tarde, ela ligou para minha casa a fim de me comunicar que nós iríamos ao cinema. É claro que com toda a sorte que eu estava tendo ultimamente, não fui eu quem atendeu o telefone e sim minha querida mãe. Ela me passou o recado de

minha amiga e depois um sermão por não contar que estava namorando Peeta.

Madge e sua maldita boca! Agora minha família inteira ficaria sabendo.

Como eu podia contar aos meus pais que estava "namorando" o garoto dos meus sonhos se eu ainda tentava me convencer de que tudo isso estava acontecendo?

Subi as escadas para tomar banho e fazer minha higiene pessoal. Escolhi um Pullover oversize bege que chegava até um pouco acima do joelho. Fiz uma maquiagem básica. E peguei algum dinheiro.

Peguei meu Iphone e sentei em frente de casa para esperá-la. Em minha ingênua cabeça ainda tinha esperança de que nós significasse " Ela e eu". Senti as esperanças indo embora quando o carro de Peeta parou em frente a minha casa.

Ah Deus!